Solange está no trabalho e liga para Rafinha, seu filho de dez anos que está em casa sozinho. Fica preocupada porque ele não atende e resolve tentar mais uma vez e mais outra e mais outra e até agora nada.
Resolve ligar pra vizinha, que vai lá tocar a campainha mas ninguém atende, escuta apenas o som ligado.
Em seguida, liga para o marido que não sabe o que fazer. Ele pensa pensa e lembra de sua mãe, avó de Rafinha. Ela pede que o filho a retorne dentro de alguns minutos. Enquanto isso, corre para o computador e verifica os últimos tweets, afinal ela segue o neto no Twitter, e vê postado há uns dez minutos atrás:
- To aqui em casa, fazendo a lição e ouvindo Metallica no último volume.
Recebe a ligação do filho já descabelado e trata de acalma-lo.
Esta historinha que para muitos parece surreal, para estudiosos da comunicação faz absoluto sentido. Ela serve de cenário para contextualizar o mundo pós-moderno em que vivemos.
As pessoas não somente se informam, como trabalham, conversam, fofocam, pesquisam, compram, vendem, arranjam emprego, acessam o serviço de bancos, tudo através dessa grande rede mundial que é a internet. E não é só isso. Foi justamente com a popularização da internet que vivenciamos a mudança no relacionamento entre os meios de comunicação e seu público.
O que era um sistema linear de informação tornou-se algo participativo, democratizando os meios de comunicação como nunca antes.
É comum hoje, vermos em um jornal de televisão, vídeos de cinegrafistas amadores servindo de material para avalizar uma notícia ou em muitos casos, o próprio vídeo é uma notícia que não foi coberta por nenhum jornalista. Trata-se de um exemplo, nessa nova era de convergências. O receptor não somente interviu, interpretou a informação como também participou ativamente.
Numa palestra, o jornalista e professor da ECA Eugênio Bucci faz uma comparação entre a participação dos receptores e o Grande Irmão – personagem do livro 1984 de George Orwell. Segundo ele, os receptores participam e modificam uma informação com suas fotos e vídeos feitos em um celular. Esses “informantes” parecem estar em todo lugar, saber de tudo e sempre com uma mini-camera na mão prontos para flagrar. Tornando-se assim onisciente, onipresente e onipotente. Espiões na sociedade, exatamente como era o Grande Irmão.
Com esses “infovideos” amadores e o mundo à parte que a Internet nos traz, o papel do jornalista mudou, cabe aos profissionais de Comunicação saber interagir com seu público e não o contrário.
A audiência sempre foi o censor dos meios de comunicação mas agora que o receptor pode e faz a sua própria programação, isso se tornou mais claro.
Conquistar a confiança do público é um bom caminho e para isso a ética deve estar sempre nele.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Ficção? Não! É realidade
As ferramentas tecnológicas que entraram em nossas vidas tornaram-se presentes no dia a dia. A velocidade como isso aconteceu e acontece é impressionante. Tais ferramentas já não são somente contos de ficção. O fato de localizar alguém através de um número em qualquer lugar do mundo, conhecer e relacionar-se com milhões de pessoas de todos os extremos do planeta são parte da rotina de milhares de pessoas e transformam a sociedade e as gerações que nela nascem e se desenvolvem.
O celular e a internet tornaram-se imprescindíveis para a maioria das pessoas, causando, inclusive, casos de dependência. Segundo os conceitos de McLuhan, nos transformamos em dependentes da nossa própria criação, já perdemos o controle, o domínio, e nos tornamos escravos dessas extensões.
Nesse mundo de tecnologia e gigantesca rede de informações imediatas, a cada momento surgem maneiras para utilizar, da forma mais conveniente possível e nos mais diversos âmbitos, tais recursos - para cada grupo ou individualmente -, como na política, por exemplo. Vale lembrar que nos Estados Unidos o voto não é obrigatório, e os políticos não contam com horário eleitoral na televisão, como no Brasil, portanto vence quem convence e nesse momento vale tudo, como enviar mensagens pela internet e inclusive pelo celular dos eleitores para atraí-lo.
Na arte, especificamente musical, os grandes favorecidos somos nós, público consumidor, que, como descreve Nick Hornby, um dos principais nomes da ficção inglesa contemporânea, em uma entrevista à revista Veja, reflete a realidade de muitos, comenta que uma sobrinha pediu indicações de músicas, em 10 minutos já havia carregado perto de 200 álbuns no iPod dela, e uma quantidade como essa seria um sonho inalcançável quanto ele tinha 15 ou 16 anos.
Para alguns, Pós Modernidade, para outros, Era Digital, independente da classificação, está claro que todos os recursos tecnológicos, principalmente na área da comunicação, romperam as barreiras do tempo e espaço, nos cabe filtrar e resgatar o que realmente interessa nessa rede coletiva de informação que ultrapassa as fronteiras e aproxima os extremos.
Cecília Aranda
RA 1940767
O celular e a internet tornaram-se imprescindíveis para a maioria das pessoas, causando, inclusive, casos de dependência. Segundo os conceitos de McLuhan, nos transformamos em dependentes da nossa própria criação, já perdemos o controle, o domínio, e nos tornamos escravos dessas extensões.
Nesse mundo de tecnologia e gigantesca rede de informações imediatas, a cada momento surgem maneiras para utilizar, da forma mais conveniente possível e nos mais diversos âmbitos, tais recursos - para cada grupo ou individualmente -, como na política, por exemplo. Vale lembrar que nos Estados Unidos o voto não é obrigatório, e os políticos não contam com horário eleitoral na televisão, como no Brasil, portanto vence quem convence e nesse momento vale tudo, como enviar mensagens pela internet e inclusive pelo celular dos eleitores para atraí-lo.
Na arte, especificamente musical, os grandes favorecidos somos nós, público consumidor, que, como descreve Nick Hornby, um dos principais nomes da ficção inglesa contemporânea, em uma entrevista à revista Veja, reflete a realidade de muitos, comenta que uma sobrinha pediu indicações de músicas, em 10 minutos já havia carregado perto de 200 álbuns no iPod dela, e uma quantidade como essa seria um sonho inalcançável quanto ele tinha 15 ou 16 anos.
Para alguns, Pós Modernidade, para outros, Era Digital, independente da classificação, está claro que todos os recursos tecnológicos, principalmente na área da comunicação, romperam as barreiras do tempo e espaço, nos cabe filtrar e resgatar o que realmente interessa nessa rede coletiva de informação que ultrapassa as fronteiras e aproxima os extremos.
Cecília Aranda
RA 1940767
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sábado, 3 de abril de 2010

A CULTURA A PARTIR DOS MEIOS TECNOLÓGICOS.
Marshall McLuhan (1911-1980) é um dos maiores teóricos da comunicação do séc. XX, construiu uma concepção de base muito própria que seria: a cultura a partir dos meios tecnológicos.
Na sua época McLuhan começou a sofrer criticas de outros intelectuais. A principal dela seria de “Determinismo tecnológico”. Segundo ele a nossa cultura teria conhecido três grandes etapas separadas por duas grandes revoluções:
1)1° etapa: cultura oral-auditiva e tribalizada;
-Revolução da prensa gráfica de Gutenberg;
2) 2° etapa: cultura escrito-tipográfica e destribalizada;
- Revolução audiovisual dos meios de Comunicação de Massa;
3) 3° etapa: cultura audiovisual-eletronica e retribalizada.
A cultura oral-auditiva e tribalizada de McLuhan se dividem em duas fases segundo Pierre Lévy: a da oralidade primária (ausência da escrita) e da oralidade secundária (complementaridade entre oralidade e escrita). Em 1455 Gutenberg inventa a presa gráfica de tipos móveis, para McLuhan ela se tornou uma verdadeira revolução, pois reconfigurou cada sociedade onde se popularizou.
A segunda revolução cultural para McLuhan foi a audiovisual-eletronica, promovida pelos Meios de Comunicação de Massa (cinema, rádio e televisão). Com a chegada dos novos meios, uma nova revolução cultural teve lugar: aquelas novas tecnologias de comunicação reconfiguravam a cognição do até então “Homem tipográfico”.
Segundo Marshall McLuhan, nós hoje estaríamos experimentando ao auge da terceira etapa que seria a cultura audiovisual-eletronica, segundo ele deve ser definida não tanto pelos conteúdos que veicula, mas principalmente pela forma de veiculação.
A meu ver McLuhan constrói sua teoria da cultura e da comunicação a partir da idéia da “natureza tecnológica” do homem. E aí que faz mais sentido pensar nos “Meios de Comunicação como extensões do homem”, pois prolongariam o alcance dos nossos sentidos, para alem das nossas potências biológicas naturais.
VANESSA SOARES FREITAS RA: 1940791
quinta-feira, 1 de abril de 2010

No conceito de McLuhan, a imagem é um bordel sem paredes. Seguindo essa linha de pensamento foi que escolhi esta imagem, pois, acredito que ela nos mostra o quarto intimo deste bordel. Não um local onde sentimos prazer, mas onde deixamos amostra nossos pontos fracos. É um desses pontos que podemos ver nesta imagem, a desigualdade, o egoísmo do ser humano, que sempre esteve em ascensão, mas tornou-se uma infeliz rotina do século XXI. Sempre que tocamos nesta “chaga” mundial, neste nosso ponto fraco universal, paramos e pensamos para analisar o que está ao nosso redor, refletimos sobre o próximo, mas quase nunca chegamos á uma solução, pois estamos ocupados demais com o nosso ego. O individualismo reina como nunca vimos antes, se destaca com expressiva relevância.
Os pés descalços sobre a terra seca nos servem de alerta, do mundo cada vez mais egocêntrico no qual vivemos e onde humildade está em extinção.
"Ser humilde com os superiores é uma obrigação, com os colegas uma cortesia, com os inferiores é uma nobreza" (Benjamin Frannklin)
Augusto Cavalcanti
RA 1906160
quarta-feira, 31 de março de 2010
Imagem que marca grandes metrópoles no século XXI

Hoje em dia não é difícil comprar um carro, em várias parcelas qualquer pessoa consegue financiar, mas será que nossas cidades comportam tantos veículos que circulam ao mesmo tempo? É realmente uma pergunta a se fazer, carro não é um luxo e sim uma necessidade para transitar por onde? Qual a melhor opção? O conhecido horário de pico já não existe mais, pois a todo o momento temos congestionamentos nas grandes cidades, será que as pessoas escolhem sair todas ao mesmo tempo?
O transito é uma verdadeira competição entre espaços, veículos, carros, motos, farol, pedestres, acidentes... Enfim, não é fácil conviver com esse caos todos os dias, só mesmo paulistanos nascidos e criados nessa cidade consegue dizer que ama esse lugar.
A melhor opção já que não temos por onde correr é se acalmar, ligar o rádio ouvir uma música e seguir à medida que o fluxo do transito for liberado.
Luiz Carlos Soares de Lima RA 1890395
Imagem marcante do século XXI

Foto retirada de: http://www.galizacig.com/actualidade/200211/fbc_lula_a_esperanca_venceu_o_medo.htm
Presidente Lula
Por Jakelane França RA1983601
Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito Presidente do Brasil em 2002. Para muitos brasileiros tornou-se exemplo de superação ao se apossar do cargo em sua quarta candidatura. Desde 1989 lutava pela vitória. Lula foi reeleito em 2006 e cumpre seu segundo mandato.
Lula, de origem humilde e ex-operário sindicalista, conquistou para o Brasil a confiança e respeito de presidentes de outras nações. Participou ativamente e de forma positiva de eventos políticos no exterior.
Seu governo é conhecido pela estabilidade econômica e pelos programas voltados às pessoas de baixa renda. Foi o candidato eleito em grande maioria pelo “povão”.
Este ano sua história foi contada no Cinema com o filme “Lula o filho do Brasil”, dirigido pelo cineasta Fábio Barreto. O filme foi baseado no livro “Homônimo” da jornalista Denise Paraná.
Sociedade de espetáculo ou midiatizada
Por Jakelane França – RA1983601
O Planeta Terra encontra-se cada dia menor e as pessoas nele cada vez mais interligadas, ou seja, no mundo não há mais fronteiras. Vive-se hoje o que é conhecido como era digital, em que tudo é permitido graças à globalização e às tecnologias, que surpreendem com frequentes inovações.
Nas redes de internet basta um clique para que tudo e todos estejam ao alcance. E isso favorece o conhecimento de mundo tal qual se vê hoje, em que todos se informam e também contribuem com informações para a mídia. Além disso, a internet e os demais meios de comunicação abrem espaço para que as pessoas participem e saibam cada vez mais das vidas das outras.
Vivemos então a Sociedade de Espetáculo?
Parte da mídia a espetacularização nas vidas de artistas, personalidades ou até mesmo de criminosos. E nesse ponto cabe o questionamento sobre o papel da comunicação na sociedade.
Visto que os comunicadores são os formadores de opinião, vale refletir até onde realmente são formadores de opinião e depois de onde começam a ser manipuladores. Porque o que se observa é que a mídia parece montar o palco e depois contar a história com início, meio e fim. E com os argumentos e imagens utilizados conseguem fazer com que pessoas pensem de determinado jeito e até tomem partido.
E os indivíduos espetacularizam suas próprias vidas em sites de relacionamento ao compartilharem com a rede suas imagens e suas rotinas diárias. Enfim, as pessoas tornam-se produtos, assumem personagens e vendem imagens que nem sempre os mostram como realmente são, mas como gostariam de ser. Mas não é só isso, permitem que a mídia faça de suas vidas espetáculos ao mostrarem suas imagens e histórias dramáticas. Ou até mesmo quando vão mostrar algo feliz.
Para o sociólogo Mc Luhan, a fotografia transformou pessoas em ídolos. Isso explica o porquê de antes personalidades do próprio país ou de outros serem desconhecidas e, hoje de todo mundo conhecer quem é Barack Obama, por exemplo.
O Planeta Terra encontra-se cada dia menor e as pessoas nele cada vez mais interligadas, ou seja, no mundo não há mais fronteiras. Vive-se hoje o que é conhecido como era digital, em que tudo é permitido graças à globalização e às tecnologias, que surpreendem com frequentes inovações.
Nas redes de internet basta um clique para que tudo e todos estejam ao alcance. E isso favorece o conhecimento de mundo tal qual se vê hoje, em que todos se informam e também contribuem com informações para a mídia. Além disso, a internet e os demais meios de comunicação abrem espaço para que as pessoas participem e saibam cada vez mais das vidas das outras.
Vivemos então a Sociedade de Espetáculo?
Parte da mídia a espetacularização nas vidas de artistas, personalidades ou até mesmo de criminosos. E nesse ponto cabe o questionamento sobre o papel da comunicação na sociedade.
Visto que os comunicadores são os formadores de opinião, vale refletir até onde realmente são formadores de opinião e depois de onde começam a ser manipuladores. Porque o que se observa é que a mídia parece montar o palco e depois contar a história com início, meio e fim. E com os argumentos e imagens utilizados conseguem fazer com que pessoas pensem de determinado jeito e até tomem partido.
E os indivíduos espetacularizam suas próprias vidas em sites de relacionamento ao compartilharem com a rede suas imagens e suas rotinas diárias. Enfim, as pessoas tornam-se produtos, assumem personagens e vendem imagens que nem sempre os mostram como realmente são, mas como gostariam de ser. Mas não é só isso, permitem que a mídia faça de suas vidas espetáculos ao mostrarem suas imagens e histórias dramáticas. Ou até mesmo quando vão mostrar algo feliz.
Para o sociólogo Mc Luhan, a fotografia transformou pessoas em ídolos. Isso explica o porquê de antes personalidades do próprio país ou de outros serem desconhecidas e, hoje de todo mundo conhecer quem é Barack Obama, por exemplo.
Imagem Marcante do Século XXI
Esse é o gigantesco e bilionário acelerador/colisor de partículas, trata-se do maior e mais caro experimento científico construído no mundo.
Ontem, 30/03/2010, ele finalmente conseguiu produzir um choque de prótons a uma energia recorde, em outras palavras foi a reprodução do Big Bang, a grande explosão que teria dado origem ao Universo. Esse feito vai ajudar a Humanidade a conhecer a origem do Universo e da materia, abrindo novas fronteiras á Física.
Por Vannessa Turkiewicz
segunda-feira, 29 de março de 2010
Imagem marcante do século XXI

Bolt, o homem que sabe voar!
Os jogos olímpicos de Pequim foram surreais para o mundo pós-moderno. Ele encantou da festa de abertura ao encerramento e mostrou ao mundo pelo menos por alguns dias que a China é um país unido e vibrante.
Para mim Usain Bolt se transformou no esportista deste século, pois além de extrema velocidade ( impossível para o ser humano até então) possui um carisma e uma simplicidade dos grandes campeões, é exemplo para sua geração. Bolt não se importa contra quem vai correr, se é Powell, Gay ou Thompson, se concentra e dedica-se para apenas um objetivo, chegar na frente e cravar records e mais records.
Com Bolt, uma pergunta que no passado seria utopia ganha cada vez mais força:
Será que um homem é capaz de correr 100 metros em menos de 9 segundos?
Record mundial olímpico: 9s69
Record mundial: 9s58
Por Tiago Ferreira
RA: 1685091
domingo, 28 de março de 2010
Imagem do Século XXI
Esse vídeo do site youtube, é um exemplo de manipulação da mídia sobre a massa, de como elas se dispõe a ficarem expostas, e vender suas imagens por dinheiro, glamour e fama, pessoas que colocam seu caráter e personalidade a modo de julgamentos por terceiros, desconhecidos, tornando-se alvos de chacotas.
Cátia Cabral.
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